Coletivo do Rio cria Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias

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Equipe da Rede Foto: Anne Caroline

Consta no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que o Brasil possui 6057 bibliotecas populares. Porém, nem todos têm acesso à estes espaços. Com o intuito de alcançar regiões carentes não atendidas adequadamente pelo Estado, foi criada a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC). O projeto surgiu a partir de um encontro de bibliotecas do Programa Prazer em Ler, em 2015.  A rede, mantida por organizações sociais e culturais, sem fins lucrativos, atua em nove estados brasileiros, entre eles, o Rio de Janeiro.

Equipe da Rede Foto: Anne Caroline

Shirley Guarrido é gestora da biblioteca comunitária Josimar Coelho da Silva, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ela afirma que nem todo espaço com livros pode ser considerado uma biblioteca comunitária: “É preciso estar aberto às pessoas e ser acessível ao público”, explica.

A intenção da RNBC é democratizar a leitura e ser atrativa para conquistar novos leitores. Para isto, todas as bibliotecas da rede realizam ações de fomentação literárias interna e externamente como rodas de leitura, saraus, cinemas e gincanas literárias. Um de seus diferenciais é o envolvimento com a comunidade.

Além de participar dos eventos, os moradores também agem como colaboradores. Shirley acredita que essas bibliotecas devem desempenhar um papel social. “A gente se doa para poder empoderar cada vez mais as comunidades. Para que as pessoas possam entender mais sobre cidadania, política e gestão dos recursos públicos. Elas têm diretos e precisam saber quais direitos têm. Enquanto biblioteca comunitária estamos aqui para dar conhecimento e informação”, diz a gestora.

Parada do Livro em Caxias. Foto: Anne Caroline

A jovem Leydmilla Alves, moradora de Duque de Caxias, cresceu frequentando um espaço comunitário de leitura.  Ela conta que com os livros aprendeu a se expressar e a falar em público. Hoje, como mediadora da biblioteca MANNS tenta repassar um pouco do que a leitura lhe ensinou: “Faço roda de conversas com as crianças. Temos um projeto no qual abordamos temas como inclusão social e preconceito. As crianças aprendem que através de um livro podem descobrir uma série de coisas”.

As bibliotecas comunitárias funcionam como ambiente de inclusão, que usa a leitura como ferramenta de socialização e mudança do sujeito. Atendo às necessidades da população ao redor e atuando como agente educador.

Após quase dois anos fechadas bibliotecas parque reabrem

Por quase dois anos, três Bibliotecas Parque ficaram fechadas. O motivo, segundo as autoridades, foi a crise financeira do Estado. As três bibliotecas parque da Rocinha, de Manguinhos e do Centro voltaram a funcionar em 2018.

A biblioteca-parque da Rocinha foi reaberta em fevereiro deste ano, um mês depois foi a vez de Manguinhos ter o espaço reaberto, agora com o nome de Biblioteca Marielle Franco, em homenagem a vereadora assassinada na semana que antecedeu a reinauguração do local.  Em maio a Biblioteca-Parque Centro da cidade reabriu as portas. Além dos livros, o prédio de 15 mil metros quadrados conta com espaço para aulas de interpretação, sala de música e estúdio para gravação de vídeos. Em fevereiro deste ano

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