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44% dos negros vivem em áreas sem cinema, aponta IBGE

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Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), divulgada este mês, revelou que a população preta ou parda possui menos acesso a equipamentos culturais e meios de comunicação no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), ligado ao órgão, 44% dos negros vivem em municípios que não há cinema, por exemplo. 

A inacessibilidade, no entanto, vai mais fundo do que o contato com as telonas, e atinge outros equipamentos culturais, como museus e teatros. Além de cor ou raça, essa relação também varia por sexo, grupo de idade e nível de instrução. 

De acordo com o pesquisador do IBGE, Leonardo Athias, diversos fatores contribuem para a desigualdade. “Isso é uma barreira de acesso potencial. Outras barreiras também podem agir, como o preço das entradas ou mesmo a distância física e a inexistência de transporte público para o acesso, mas é uma mensagem de dificuldade”, explica. 

Quando consideradas as regiões do país, a situação racial também se faz presente. No Sul e Sudeste, regiões de maioria branca, há maior concentração de bens culturais. Já no Norte e Nordeste do país, onde a maioria da população é preta e parda, o número de equipamentos culturais é reduzido.

Vale dizer que o número de brancos que residem em municípios sem salas preparadas para exibir filmes é de 34,8%.

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